
A Secretaria Municipal de Cultura inaugurou o Centro de Memória do Circo, que terá instalação permanente na Galeria Olido. O local não foi escolhido por acaso, já que o Largo do Paiçandu é considerado um terreno sagrado do circo, por ter sido palco de muitas apresentações durante o século 19. Nessa época, um fluxo intenso de artistas e empresários circenses se concentrava na região, que se tornou ponto de encontro após a abertura do Café dos Artistas.
O acervo preservado dos circos Nerino (1913-1964) e Garcia (1928-2003), dois dos maiores do Brasil foram disponibilizados pela pesquisadora Verônica Tamaoki para que o Centro de Memória pudesse se concretizar. Entre os mais de 23 mil itens estão vÃdeos, jornais, fotos e objetos, além de curiosidades sobre a história das companhias.
Palestras e debates acontecerão no espaço até o fim deste mês com a participação de personalidades ligadas ao meio, como Hugo Possolo do grupo Parlapatões, Patifes & Paspalhões e Circo Roda Brasil. Na pauta, discução sobre a proibição do uso de animais, o circo como patrimônio cultural, entre outros assuntos pertinentes ao tema. No dia 30 ainda será lançada a pesquisa do Circo Garcia, composta por fotografias, vÃdeos, hemeroteca e até uma sanfona que pertenceu a Françoise Carola, primeira dama do circo brasileiro.
CENTRO DE MEMÓRIA DO CIRCO
Avenida São João, 473 - Centro
Tel.: (11) 3397-0177
Terça a domingo, das 10h às 20h
Grátis















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