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Créditos: Divulgação

Plano Municipal de Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica assinou na quarta-feira, 21 de janeiro de 2015, um termo de cooperação técnica com a Prefeitura de São Paulo para a criação do Plano Municipal de Mata Atlântica de São Paulo (PMMA). O evento, realizado no Parque Trianon, teve a participação do presidente da ONG, Pedro Luiz Passos, e dos secretários municipais do Verde e do Meio Ambiente, Wanderley Meira do Nascimento, e de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco.

A produção, elaboração e implementação do plano, que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica, deve ser efetivada em cada município que apresenta remanescentes do Bioma. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, lembra que o PMMA facilita também as ações de gestão ambiental e planejamento do município. “Quando o município faz o mapeamento das áreas verdes e indica como elas serão administradas – por exemplo, se vão virar um parque ou uma área de proteção ambiental – fica muito mais fácil conduzir processos como o de licenciamento de empreendimentos.”

Além de ser importante para a preservação do Bioma, que hoje proporciona uma cobertura vegetal relevante em 40% do território de São Paulo, o Plano também será capaz de fornecer subsídios ambientais para a elaboração de outros planos e programas, a exemplo dos Planos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário e o Plano Municipal de Saneamento Básico.

Segundo o secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Wanderley Meira do Nascimento, a cidade tem hoje 3,14 metros quadrados de verde por habitante e se somarmos as áreas de proteção ambiental, como a Capivari-Monos, a área chega a 14 metros quadrados, mas ficam nos extremos da cidade. De acordo com a Organização das Nações Unidas, é recomendável que as cidades tenham pelo menos 12 metros quadrados de área verde por pessoa. Assim, o Plano é importante não só para a preservação, mas também para garantir a qualidade de vida da população. “Mais do que um plano estratégico, é o reconhecimento de que a Mata Atlântica é a nossa casa e de que seus remanescentes, parques, áreas protegidas, mananciais e áreas verdes são essenciais para garantir a qualidade de vida, o abastecimento de água e o bem-estar dos cidadãos.”, afirma Pedro Passos, presidente da SOS Mata Atlântica.