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Plantação de alcachofra

Créditos: José Cordeiro/ SPTuris

Agroecologia

São Paulo é uma das maiores concentrações urbanas do mundo. Por isso, é difícil imaginar que existe gente vivendo de agricultura na cidade. Faz parte de sua imensa diversidade.

Há, na capital, 420 unidades de produção agrícola (UPAs), para fins de comercialização, cadastradas no levantamento realizado pela Supervisão de Abastecimento (Abast) em conjunto com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). A maior parte delas situa-se na zona Sul (320). Neste cenário, 14 unidades são certificadas como orgânico e cerca de 15% recebem assistência técnica.

Alí na região, o incentivo é de práticas agrícolas menos agressivas ao meio ambiente, que minimizem o impacto da ocupação humana e que promovam o consumo e a produção responsável. Em Parelheiros, busca-se privilegiar a agricultura familiar e a manutenção do jovem no campo através de programas de capacitação e assistência técnica especializada. Práticas livres de agroquímicos são as mais valorizadas.

Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

A agricultura de base ecológica é uma alternativa para o futuro. Ela busca recuperar o conhecimento e o respeito ao ambiente pela observação e pelo cuidado com a natureza no processo produtivo. Possibilita a produção num sistema mais equilibrado entre o homem e o meio, com a mínima intervenção. Isso é crucial em uma região com a importância ambiental da zona Sul de São Paulo.

Essa “nova velha” forma de se fazer agricultura tem dimensões éticas, sociais e ambientais que devem ser valorizadas, principalmente quando se discute sustentabilidade e preservação. Com a mudança da produção convencional para a de base ecológica, os agricultores ganham segurança, autoestima e renda maior, e o meio ambiente é preservado dos graves impactos causados pelo uso indiscriminado de agrotóxicos.

Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Em 2010, foi criado o Programa Agricultura Limpa, do Departamento de Agricultura e Abastecimento da Abast, com o objetivo de incentivar a produção agrícola no município de São Paulo e orientar a conversão da agricultura convencional em orgânica. Também foi criado, por meio de decreto municipal, o Protocolo de Boas Práticas Agrícolas, documento construído em parceria com o Governo do Estado, que dispõe de regras para produção sem danos ao ambiente. Aderindo ao protocolo, os produtores recebem apoio da Prefeitura para converter sua produção e o direito de utilização do Selo de Indicação de Procedência Guarapiranga – a Garça Vermelha – que identifica os produtos da agricultura paulistana cultivados segundo as boas práticas agroambientais.

atividade ecopedagogica

Atividade Ecopedagogica. Foto: divulgação.

A região conta com as Casas da Agricultura Ecológica (CAE), que dão assistência aos produtores. Seus técnicos, além de prestarem serviço no local, visitam as propriedades para identificação de pragas e doenças, para analisar o solo, identificar problemas nutricionais, corrigir a adubação e ajudar na recuperação da mata ciliar.

A Casa da Agricultura Ecológica José Umberto Macedo Siqueira, na zona Sul, está localizada na Av. Sadamu Inoue, 5252. Tel.: +55 (11) 5921-8089.

Com o objetivo de ajudar na comercialização e principalmente na organização social, luta e representação dos agricultores, foi fundada a Cooperapas, Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo, no final de 2011. A partir do trabalho e da conscientização, a região tem sido beneficiada com editais do Fema (Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), que dá suporte a diversas ONGs no desenvolvimento da agricultura, da ecologia, do turismo, entre outros.

produção shiitake

Produção de Shitake. Foto: divulgação.

shiitake em toras 2

Shitake em toras. Foto: divulgação.