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Parque Natural Municipal Bororé

Créditos: José Cordeiro/ SPTuris.

Unidades de Conservação

Em grandes cidades como São Paulo, as Unidades de Conservação (UCs) representam não apenas refúgios para a proteção da biodiversidade, mas também um importante espaço de lazer e contato com a natureza. Contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população, ao proteger os serviços ambientais dos quais depende a cidade.

As Unidades de Conservação estão relacionadas tanto com a manutenção do patrimônio natural (fauna e flora), como com os ambientes físicos onde estão inseridos. Além disso, buscam preservar o patrimônio histórico e cultural das comunidades. Entre elas, existem as Área de Proteção Ambiental (APA), categoria de Unidade de Conservação voltada à proteção de riquezas naturais que estejam inseridas dentro de um contexto de ocupação humana.

De acordo com seus objetivos, as UCs se dividem em dois tipos: de Proteção Integral e as de Uso Sustentável. Descubra abaixo as diferenças entre elas:

Parque Natural Municipal Bororé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Parque Natural Municipal Bororé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1-Unidades de Conservação de Proteção Integral

As Unidades de Conservação de Proteção Integral buscam a preservação da natureza, permitindo apenas o uso indireto de seus recursos naturais, sendo compostas exclusivamente por áreas públicas.

Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1.a-Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Curucutu

O Parque Estadual da Serra do Mar (PESM) é o mais extenso parque do estado de São Paulo, com 332 mil hectares e abrangendo 25 municípios. É administrativamente dividido em 11 núcleos: Bertioga, Caminhos do Mar, Caraguatatuba, Cunha, Curucutu, Itariru, Itutinga Pilões, Padre Dória, Picinguaba, Santa Virgínia e São Sebastião. Com aproximadamente 37,5 mil hectares, o núcleo Curucutu do Parque Estadual da Serra do Mar abrange os municípios de São Paulo, Itanhaém, Juquitiba e Mongaguá. Abriga as nascentes dos rios Capivari e Embu-Guaçu, que são importantes contribuintes do reservatório Guarapiranga, sendo o Embu-Guaçu o principal formador.

O núcleo foi criado a partir da antiga Fazenda Curucutu, desapropriada pelo Estado em 1958, quando a principal atividade realizada em seus limites era a produção de carvão vegetal. Apesar da exploração de madeira para a carvoaria nas décadas de 1940 e 1950, o núcleo não tem ocupação humana intensa e se localiza em um dos trechos menos conhecidos e estudados da Mata Atlântica de São Paulo.

1.b-Parques Naturais Municipais (PNM)

Parques Naturais Municipais (PNMs) são Unidades de Conservação (UC) de Proteção Integral. Visam a preservação da natureza, permitindo apenas o uso indireto de seus recursos naturais.

Mirante da Cratera de Colônia. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Mirante da Cratera de Colônia. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1.b.1-Parque Natural Municipal da Cratera de Colônia

 

A cratera, no bairro de Co­lônia, é resultado de um fe­nômeno astronômico. Con­forme estudo publicado em 2013 e reconhecido pelo Planetary and Space Scien­ce Centre, a enorme crate­ra foi formada pelo impacto de um corpo celeste com a Terra. A idade de formação é imprecisa, mas estima-se que tenha ocorrido a partir de 36 milhões de anos.

Tem 3,6 km de diâmetro e uma camada de sedimentos com cerca de 300 m de profundidade, que guardam indícios do clima passado do sítio São Paulo indicado pelos polens da ve­getação soterrada, conferin­do a ela importância cultural, histórica e científica. A crate­ra foi descoberta por meio da análise de fotos aéreas em 1961. Em 2003, foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueo­lógico, Artístico e Turístico – Condephaat – e reconhecida em 2009 como Monumento Geológico pelo Conselho Es­tadual de Monumentos Geo­lógicos.

Em 2007, para pro­teção da área, foi criado no interior da cratera o Parque Natural Municipal da Cratera de Colônia, com 53 hectares. No entanto, o local não está aberto à visitação.

 

Parque Natural Municipal Bororé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Parque Natural Municipal Bororé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1.b.2-Parque Natural Municipal Bororé

Tem 170 hectares e está nos limites da Subprefeitura de Capela do Socorro, na Ilha do Bororé. Possui alta relevância ecológica para a região, pois está numa faixa de transição entre trechos urbanos do distrito do Grajaú e áreas mais preservadas. É formado, predominantemente, por fragmentos de floresta Latifoliada Ombrófila Densa e possui clima Tropical Atlântico Superúmido.

Parque Natural Municipal Itaim. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Parque Natural Municipal Itaim. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1.b.3-Parque Natural Municipal Itaim

Tem 479 hectares e também está localizado nos limites da Subprefeitura Parelheiros, no bairro do Itaim. Está nos limites de um antigo bairro rural, que lhe emprestou o nome. A partir da década de 1990 uma série de loteamentos surgiu na região (Jardim São Norberto, Santa Fé, Papai Noel, São Nicolau Jardim Almeida) ameaçando os fragmentos de Mata Atlântica. O Parque possui alta relevância ecológica pois está localizado numa faixa de transição entre a frente de expansão urbana de Parelheiros e as áreas de mata preservada.

Parque Natural Municipal Varginha. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Parque Natural Municipal Varginha. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1.b.4-Parque Natural Municipal Varginha

Tem 338 hectares e está localizado no bairro do Varginha no distrito do Grajaú, que na última década apresentou os mais elevados índices de crescimento populacional e área construída do município. O avanço intenso da urbanização se deve a uma série de loteamentos (Jardim Marilda, Jardim Varginha, Chácara Santo Amaro e Chácara do Sol) que se multiplicam especialmente a partir da década de 1990.

Parque Natural Municipal Jaceguava. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Parque Natural Municipal Jaceguava. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

1.b.5-Parque Natural Municipal Jaceguava

Com 276 hectares é o único desses parques localizado fora dos limites da APA Bororé-Colônia. Situado nos limites da Subprefeitura de Parelheiros, no bairro do Jaceguava, está a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade.

 

2-Unidades de Conservação de Uso Sustentável

As Unidades de Conservação de Uso Sustentável em geral têm como objetivo a conservação da natureza, considerando o uso direto e sustentável de parte de seus recursos, podendo conter áreas privadas em seu interior.

Áreas de Proteção Ambiental (APAs)

Juntas, as APAs Capivari-Monos e Bororé-Colônia recobrem mais de 1/5 do território municipal. São Unidades de Conservação de Uso Sustentável que buscam compatibilizar a conservação da natureza com o desenvolvimento socioeconômico, disciplinando o uso dos recursos naturais e os processos de ocupação do solo. No processo de criação dessas áreas, mais do que impor restrições, buscou-se estabelecer estratégias para a gestão participativa dos territórios protegidos, envolvendo toda a diversidade de atores sociais e agentes políticos locais.

Rio Capivari. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

2.1-APA Capivari-Monos

A APA Capivari-Monos tem nas extensas áreas naturais a sua singularidade. Dentre seus atrativos turísticos estão: florestas preservadas, aldeias indígenas Guarani, os dois únicos rios de água cristalina da cidade de São Paulo e cachoeiras acessíveis por trilhas.

balsa que cruza a represa Billings em direção a "Ilha" do Bororé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

Balsa que cruza a represa Billings em direção a “Ilha” do Bororé. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

2.2-APA Bororé-Colônia

Na APA Bororé-Colônia, o patrimônio histórico e a própria represa Billings se destacam. O bairro do Bororé, um dos mais peculiares bairros do município de São Paulo, tem seu acesso principal por uma balsa que cruza a represa Billings, criando uma condição de isolamento que conferiu feição singular à paisagem: apesar de ser uma península, é conhecido como Ilha do Bororé. É ideal para observação de pássaros e para passeios de barco. Já o bairro de Colônia Paulista, fundado em 1829 com o nome de Colônia Alemã, é um dos mais antigos focos de colonização estrangeira do Brasil. Toda região tem alto potencial para turismo e lazer. O turismo ecológico, o cicloturismo, o turismo cultural e o turismo rural sustentável já figuram como atividades que podem gerar renda e contribuir para a sustentabilidade da região.